Book* A Cidade e as Serras - Eça de Queiros

Olá pessoaal! UAU, como o tempo passa depressa!!! Céus, a tortu..digo, maratona (rs) de provas da Unicamp, começam já no domingo! MORRI#
E esta é a minha última resenha acerca da lista obrigatória de leitura *--*
Deixei A cidade e as serras por último, óbviamente porque este foi o que menos me agradou..., gostei dele siim, mas não tanto quanto dos outros.
Acho que isto se deve ao fato de que o "Jacintinho" (rs), protagonista da obra, me "dá nos neervoos". Sério, me estressei com ele, ô criaturinha complicadaa!
Este passa o livro inteiro, indeciso, dividido entre a cidade e a serra. Gente, ele é o tipo de pessoa que nunca sabe o que quer, ou ás vezes, até sabe... porém não tem coragem de arriscar e assumir as consequências de suas próprias escolhas.
E isto me deixa sem paciência nenhuma, rs.
Dá vontade de sacudir ele e gritar: - Oww, ouça seu coração, seja corajoso e faça sua escolha, sem ter medo do que virá! Se não vai ficar aí estagnado e condenado á dor da dúvidaa!!! REVOLTEI# (HAHAA).
Mas, para a alegria de todos (e principalmente minha, rs) Jacinto finalmente cai em si (e eu nem precisei ir sacudí-lo, rs), e desta forma, acaba percebendo que: "A coragem não é a ausência do medo,  mas a certeza de que há algo mais importante que ele." <-- (Diário da Princesa *-* ILoved#), que no caso do protagonista, esse algo é a felicidade, aleluia# \o
Jaciintinho acaba se encontrando \o
No geral, o livro apresenta uma descrição incrível tanto da zona urbana quanto da zona rural daquela época ( A obra foi publicada em 1901 *O*).
Eça soube mostrar bem, os contrastes entre cidade e campo do século XX, apresentando a modernidade e a calma, respectivamente.
Se bem que hoje em dia não é muito diferente não é? E você, o que prefere, cidade ou serra??? Eu prefiro a cidade \o , apesar de amar a natuureza (fofs#).
É delicioso ler sobre as tecnologias consideradas inovadoras na época e que hoje vemos como meras peças de museu, rs.
A vida de Jacinto é revelada ao leitor, e assim conhecemos os detalhes da vida de um filósofo positivista, urbano amante das futilidades da cidade e das teorias positivistas ( criadas por Augusto Comte, dizia que a sociedade e o ser humano só poderiam se desenvolver, através do intelectual, do conhecimento), mas que no fim, se rende á vida simples e fantástica do campo que o traz verdadeira felicidade.
*** A história: O livro  inicia-se com a história do português dom Galião, avô de Jacinto e assim vai contando beem resumidamente como foi que o protagonista nasceu.  O pai  dele, adoece e ao invés de ir para o campo se tratar, prefere permanecer na tempestuosa cidade de Paris, e por fim acaba falecendo antes do filho nascer.
Em seguida, conhecemos mais e mais sobre a personalidade deste.
Jacinto cresce  forte, saudável e inteligente, vai para a faculdade (o conhecimento é essencial--> positivismo) e lá conhece Zé Fernandes, seu melhor amigo e também narrador do livro.  Os dois são fiéis seguidores da teoria positivista que está em voga em Paris. Vemos que o Jacinto até elabora uma filosofia de vida:

“A felicidade dos indivíduos, como a das nações, se realiza pelo ilimitado desenvolvimento da mecânica e da erudição”.
---> Só os estudos e as tecnologias é que nos garantem um futuro decente! \o APOIADÍSSIMOO, porém acho que não é só isso o que nos garante felicidade, e Jacinto vai descobrir isto no decorrer do livro!
 No entanto, o entusiasmo deste, vai enfraquecendo á medida que começa a perceber os aspectos ruins da modernidade.
“Reparei então que meu amigo emagrecera; e que o nariz se lhe afilara mais entre duas rugas muito fundas, como as de um comediante cansado. Os anéis de seu cabelo lanígero rareavam sobre a testa, que perdera a antiga serenidade de mármore bem polido. Não frisava agora o bigode, murcho, caído em fios pensativos. Também notei que corcovava”.

Zé Fernandes,  que até então era a favor do campo, começa a se deixa levar por Paris, ao ser dominado pela paixão carnal que sente por uma mulher, e isto acaba contrariando Jacinto e uma de suas teorias. Ele diz que o Homem se tornava um selvagem no campo, mas como pode-se ver foi a cidade que transformou o amigo dele em um completo escravo de seus institos e desejos, tomaa#
O enredo do livro, segue contando um monte de episódios muuito interessantes que começam a revelar a parte "suja" e ruim da vida na cidade, até então escondida pela superioridade do Homem urbano.
O coitado do Jacinto, acaba ficanto doente de tão entediado, rsrs (HAHAA quem mandou ficar cego por todo esse consumo excessivo de bens materias inúteis??).
E entãão, como que em um passe de mágica, Deus ilumina a cabeça dessa criatura e ele tem um graande insight (solução repentina), ao lembrar de seu papys. E logo em seguida é informado de que a igreja onde seus avós estavam enterrados láá no campo (Portugal) desmorona *O*
E é aí que ocorre a reviravolta (HAHAAAA). Jacinto finalmente cai em si (já não era sem tempo, rs). Manda reconstruír a igreja e resolve conhecer as serras.
Só que Jacinto não contava com uma grande peça pregada pelo destino! Durante a viagem, ele perde sua bagagem e é obrigado a ficar lá no campo por um bom tempo (na marra#).
Maas, ele começa a perceber que o verde, a natureza e toda aquela paisagem bucólica, fazia bem á ele! Devolvia-o a saúde! Jacintinho se empolga (ninguémseguura#) e resolve fazer uma série de melhorias no vilarejo de Tormes.

Aah, os ares do campo *-*

Daaí, ele acaba conhecendo Joaninha (fofs#), se apaixona, se casa (tuudooo lindoo *-*).  Finalmente encontra o lugar á que realmente pertence e mais do que isso, encontra a felicidade!
 Eça  ironiza muito  os males da civilização, fazendo elogio dos valores da natureza.  Mas mantém equilíbrio entre Cidade X Serra. Mostra os aspectos negativos e positivos de cada lugar.
Expõe todas as conquistas tecnológicas da cidade, como o telefone, etc; assim como sua poluição, etc.
 Foi o último livro que o autor escreveu e nele basicamente encontramos a história de um homem  adepto do progresso e da civilização, que acaba trocando o mundo civilizado, repleto de comodidades provenientes do progresso tecnológico, pelo mundo natural, selvagem, primitivo e pouco confortável em relação á tooda a variedade de bens materiais da cidade, mas onde encontra a felicidade, mudando radicalmente(deemais#) de opinião.
Jacintinhoo foi de volta para sua terra, rs.


*** Sobre os aspectos estéticos do livro:
* FOCO NARRATIVO:1ª pessoa, como a maioria dos romances de Eça de Queirós, há um narrador-personagem, Zé Fernandes como eu disse, o qual não se confunde com o protagonista da obra, Jacinto de Tormes. Este narrador coloca-se como menos importante do que o protagonista, como podemos perceber, por exemplo, no início da obra. Ou seja, ele dá mesmo destaque ao protagonista.

* TEMPO:  Cronológico, segue uma ordeem certinha de tempo!
* ESPAÇO: A narrativa se passa no século XIX, quando Paris era considerada a capital da Europa e o centro do mundo. Portugal, no entanto, mantinha-se como um país agrário e decadente.
Havia grande entusiasmo, nos meios intelectuais da época, pelas teorias positivistas de Augusto Comte
* PERSONAGENS: O interessante em José Fernandes, está na importância que ele dá aos instintos, sobrepondo-os à sua capacidade de sentir ou de pensar (facilmente dominado , hehe). Assim, tanto desilusões amorosas quanto preocupações sociais são tratadas com almoços extraordinários (tempestade em copo d'águaa!).
O Jacinto se cerca de artefatos da civilização e de tudo o que a ciência produz de mais moderno. Entretanto, o excesso de ócio (de não ter nada o que fazer) e conforto o entedia, a ponto de fazê-lo perder o apetite, a sede lendária, a robustez física e a disposição intelectual da juventude. E mesmo no campo, Jacinto não abandona alguns de seus hábitos urbanos. Desenha futuras hortas, planeja bibliotecas na quinta, traz banheiras e vidros desconhecidos dos habitantes do lugar. Por fim, manda instalar uma linha telefônica nas serras, o que comprova que no fundo não houve grandes modificações em suas crenças (a modernidade vai até a roçaa, uai \o).
Ele representa  uma crítica do escritor à ultracivilização, e também a utopia de um novo Portugal, uma nova pátria, capaz de modernizar-se, sem perder as tradições e as particularidades nacionais.
 Os personagens ligados à vida no campo caracterizam-se por atitudes simples e transparentes, embora tradicionalistas, cheeios de  atributos naturais e  simplicidade de espírito.


*ARTIFÍCIOS DE LINGUAGEM: Eça utiliza uma linguagem é formal. Há o uso de expressões simples e sem convencionalismos. Utiliza palavras  e expressões da época (1900), as gírias da época são  “que maçada” e “que seca” que significam “que chateação”, (rachei# Poxa, essa internet é lenta é uma seca! rs). As figuras de linguagem que ele usa , são: metáfora,  catacrese, acomparação, a antonomásia e a antítese.Exemplos:
Metáfora( COMPARAÇÃO EXPLICÍTA): “Sabei, senhora, que esta vida é um rio (...)”
Catacrese(emprego IMPRÓPRIO de uma palavra ou expressão): “Dos pés da mesa, cordões tímidos (...) --> desde quando, mesas tem pés?? Rs.
”Antonomásia (variante metonímia, que consiste na substituição de um nome por outro): “(...) onde a nobre carne de Eva se vende (...)” (carne de Eva representa: mulher)
Antítese (oposição): “Hobbes, embaixo, era pesado, de couro negro; Platão, em cima, resplandecia, numa pelica pura e alva.”

*ESCOLA LITERÁRIA:  Realismo e o Naturalismo em Portugal.
Utiliza suas características: o objetivismo (vê o mundo como ele é), descritivismo (dá veracidade à obra), casamento arranjado, ironia (em relação ao comportamento humano), observação e análise (fatos presentes) e contemporaneidade (exatidão para localizar o tempo e o espaço) e expressão da realidade pura.

~* Gente, missão cumprida, resenhei sobre os livros da lista obrigatória do vestibular \o Espero realmente ter ajudado e qualquer dúvida, estou aqui \o
Rezem por miiim , porque a coisa vai seer feia nos dias 16,17 e 18 . Eu já pensei em me jogar no rio (rs), maas voltei á razão e estou mais calma, Deus sabe o que faz e eu confio Nele . *-*
É hora de mostrar tudo o que aprendemos... explorar nossas plenas capacidades e mais do que isso, conseguir manter a calma (isso é o mais difíciiil!). Eu sou muuito desesperada, maas, percebi que é preciso ter coragem, assim como o Jacinto, eu vi que há uma coisa beem mais importante do que o medo... :o meu sonho e ele vale muito á pena! Afinal de contas, entrar em deseespero só vai me prejudicar, rs. No dia , todo mundo está com cara de que foi convocado á fazer parte do exército combatente na Faixa de Gaza (rs). Coragem, força e confiança!!! Tudo vai dar certo e se não passar, é porque isso não era o certo! (ohhh que descobeertaaa, rs!).

Hasta la vista!

* Links para estudo *
~* Análise COMPLETA da obra
-
Guia do Estudante
- Algo Sobre
-
Blog Escola Virtual e Cia

XoXo, Thay ;*

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