Book* O Cortiço - Aluísio Azevedo


Hello Everybody!! E aqui vai mais uma resenha acerca da leitura exigida pelos vestibulares (:
Bom, a escolha de hoje também tem um motivo particular..., aliás, vou ir postando de acordo com a ordem : os que
mais gostei primeiro u_u , rs. Mas no geral, eu gostei de todos os livros, de verdade..., mas sempre tem aqueles que
ocupam um lugar especial no meu coração bookahollic *-*
Cada um dos livros, tem si , uma história especial comigo... que vou ir contando para tornar os posts mais
interessantes (G.G)
A obra escolhida para hoje, é: O Cortiço, de Aluísio Azevedo, publicado em um passado remoto, rs... no ano de

1890.
Eu tinha ouvido vários comentários a respeito dele, e estes não eram muito agradáveis. Ouvi dizer que o livro era

pesado e carregava um enredo marcado por muita realidade, bem óbvio, já que pertence á escola literária do
REALISMO/NATURALISMO e a propósito, foi com essa obra que se deu início ao Naturalismo, ela marca o início
desta estética aqui no Brasil (olhaa a responsabilidaade!). Eu particularmente, gosto de livros que não mostrem muita
realidade (os jornais, já bastam, rs), prefiro as histórias mais sutis. Então, logo que vi o título O Cortiço na lista de
leitura, logo torci o nariz (por que as pessoas usam essa expressão? É fisicamente impossível torcer o nariz Oo rs).
Fiquei decepcionada e receosa de lê-lo, maas... como tudo o que queremos exige certos sacríficios (tudo pelo

vestibular!), decidi que tomaria coragem e leria ele inteiro.
Antes de começar, perguntei á professora Patrícia de Língua Portuguesa (♥), qual livro ela me indicaria para iniciar as
leituras e não é que ela me indica justo O Cortiço!
Eu quis morrer, rs, porém á medida que ela foi contando coisas a respeito deste, eu fui começando a me interessar.
Dali há alguns dias, corri á biblioteca da escola e peguei o livro.
E... geentee, eu amei do início ao fim! Quando comecei a leitura, não conseguia mais parar e comentava-o com todo
mundo (desculpa pessoal, por encher a paciência, rs). A obra não é nada daquilo que eu pensava que seria...! É um livro inteligentíssimo e cheio de ação, reviravoltas, e tudo aquilo que todos gostamos: fatos surpreendentes.
Fiquei apaixonada por ele! E quando a professora passou á sala um seminário sobre algum livro, não hesitei em
escolher O Cortiço! Eu e a Rosy (♥) minha parceira de seminário e amigona, começamos a trabalhar no roteiro do
O Cortiço
trabalho, afinal o objetivo dos grupos era convencer as pessoas a lerem o livro escolhido.
Eu estava muitíssimo empolgada, cheia de ideias e queria organizar tudo (obrigada Rosy, por me aturar).
E no fim, valeu a pena... a professora adorou a apresentação e tiramos 10 (uhú \o)
Então, vou fazer a resenha de hoje, baseada neste meu trabalho :)
 ** A história - Para começar, esse livro traz uma inovação muito grande ao ter como personagem principal... não uma
pessoa (como era de se esperar), mas o próprio Cortiço! Isso acontece porque o Naturalismo trata do que é natural e comum á todos os seres humanos, não é aquela coisa individual, mas sim ... coletivo.
O Cortiço representa o conjunto de personagens do livro, é o meio influenciando o Homem.
Vocês podem comprovar isso através deste trecho que eu achei muito legal:

“Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas

alinhadas.”
Viraam?? Não é o João que acorda e sim O CORTIÇO.
A história é basicamente sobre “a vida” do Cortiço que é personificado,  vai nascer (tendo, simbolicamente, como
pai João Romão, um português ambicioso( folgaaadoo %$#@,  que o constrói ), crescer, espalhar-se (reproduzir-se)
e morrer.  O livro inicia-se contando de onde surgiu a ideia de construír o cortiço (seu nascimento)...
Quem teve essa brilhante ideia foi João Romão, português dono de um pequeno comércio, mas obcecado em
ganhar mais e mais dinheiro. Uma personagem que merece destaque é Bertoleza, uma negra escrava que pensa que
foi alforriada, mas na verdade foi enganada pelo safado do Romão.
Vejam a que nível chega essa criatura "fominhaa" do João:
[...]Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular; de reduzir tudo a

moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a
venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para
todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia
Aluísio Azevedo
apoderar-se logo com as unhas."
Tudo lindo e maravilhoso, ótima ideia... se não fosse pelos meios que o João utiliza para alcançar seu objetivo.
Ele explora a Bertoleza que é uma mulher maravilhosa, faz gato e sapato dela, rouba cimento alheio para sua construção
, enfim... ele é o típico exemplo do Homem sendo corroído pelo Capitalismo selvagem da época (e até hoje
vê-se muito disso ¬¬').
Conforme o cortiço vai sendo construído, Aluísio começa a revelar mais coisas a respeito da personalidade de João
e mostrar exemplos do Evolucionismo #DarwinTheBest (vence o mais forte, o mundo é dos espertos, sobrevive quem se adapta ás mudanças), já que o Naturalismo veio para estudar as descobertas científicas feitas na época.
Ele usa para exemplificar esta coisa de vence o mais forte, através da rixa ridícula do João com o vizinho Miranda...,

dei muita risada com as brigas dos dois, as tentativas de mostrar que um era melhor que o outro eram hilárias, rs.
-Ahh o meu bigode é melhor que o seu! Rs.
O cortiço finalmente fica pronto e começa a ser povoado....
Várias são as personagens habitantes da construção, são apresentados muitos tipos de personalidade e faces do

ser humano. Sem contar as várias enrascadas e confusões que se metem alguns deles!
Aluísio conta muitas histórias sobre estes.... , que me prenderam a atenção de maneira eficaz!
Quando de repente, acontecem coisas que levam ao fim do cortiço (não vou contar o que é, HAHA).
Mas ele (o cortiço hehe) renasce, muda .... como todos nós mudamos e para melhor (iup!).
E no final, ficamos de boca aberta ao descobrir á que ponto um ganancioso (
$#%@#$) como o João Romão pode chegar e nos satisfazemos com o que ele recebe em troca (HAHA, justiçaaa \o).
“O vendeiro se alimentou da negra Bertoleza, dos moradores do cortiço, das notas sujas do Libório, dos empregados
da pedreira; agora, como capitalista, vai em busca de novas camadas sociais e prepara-se para tragar a família de
Miranda. O cortiço se alimentou de pés-rapados; agora, a avenida [vila] vai em busca de novas camadas”.
O livro, é realmente MARAVILHOSO (não estaria sendo minha segunda resenha se não fosse U.U)!!!!!
Me trouxe um conhecimento (gigaaante), pois... acreditem se quiserem.... , engloba várias matérias: Administração, Psicologia,
Geografia, História, Biologia, etc... de uma maneira gostosa e fácil!
E acima de tudo, conta sobre nossas raízes..., nosso Brasil... é, o Brasil daquela época que deixava de ser monarquia

(saaaai família real, cai fora Portugal!) e torna-se enfim uma República (aeee \o), com direito á presidente e votação!!
Mostra o contexto da época, em que o povo, o trabalhador deixa de ser tonto e acorda para a vida..., vê que não tem

que ser submisso á ninguém, não são os mais afortunados que mandam!
Expressa exatamente a ideia de que os seres humanos tem um potenciaaal enoorme e finalmente estão trabalhando

nele.
Afinal, foi nessa época em que surgiram uma (pancada) de teorias científicas, descobertas e ideias acerca do

mundo. Falando a verdade, foi o período em que o Homem percebeu que podia e tinha que fazer alguma coisa para
mudar as condições de vida, da humanidade. Perceberam (finalmentee ¬¬') que as soluções não caíam do céu!
Nesta obra o Aluísio (que a propósito queria ser pintor) acabou mesmo pintando a sociedade da época e o mais legal

é perceber que esta não mudou muito.. pois ainda existem aqueles espertinhos que querem passar por cima dos
outros.
Enfim, O Cortiço revela a ascensão do pensamento humano, a descoberta da personalidade própria, uma nova visão

de mundo surge permitindo que as pessoas se descubram como donas de seus próprios atos. E... ainda mostra o
surgimento da mulher independente, Aluísio faz o que quase nenhum outro escritor tinha feito antes, dá destaque á
uma mulher Rita Baiana (doidoona , rs), dona de seu próprio nariz! (Ponto para o Alu , uhú \o).
Esse livro  me proporcionou muuito conhecimento e é um material riquíssimo, lê-lo me ajudou muito, tanto na escola...

como na minha vida pessoal também... pois ele traz não somente um tema qualquer, mais uma análise crítica e
analítica da vida social, não só trata do João Romão, da Rita como também, fala sobre mim e você (e ele conseguiu
tudo isso no século XIX heein!?) great#
**** Agora, aqui vai a ficha técnica de O Cortiço, para ajudaar ainda mais!
*FOCO NARRATIVO: A obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (que tem conhecimento de tudo),
como propunha o movimento naturalista. Esse narrador é foogo, ele sabe da vida de tudo e de todos e ainda por cima
interfere no ambiente, rs.
* TEMPO: Segue uma ordem linear, cronológica... tem início, meio e fim... em ordem. E observamos, que a cada vez

que o João Romão cresce, o Cortiço vai crescendo junto.
* ESPAÇO: Rio de Janeiro, no Brasil do século XIX, passando de Monarquia para república, surgindo as indústrias... os

 proletários, sindicatos, descobertas científicas.
* PERSONAGENS: As personagens não são causa, são efeito do cortiço. No decorrer do livro, são apresentadas

Amei essa capaa *--* , fofs#
várias situações cotidianas e diversos tipos de personagens:  os excluídos, os humildes, todos aqueles que não se
misturavam com a burguesia, e todos eles possuindo os seus problemas e vícios, decorrentes do meio em que
vivem.O autor descreve a sociedade brasileira da época, formada pelos portugueses, os burgueses, os proletários,
os negros e os mulatos.  Há uma preocupação em relatar questões polêmicas como, por exemplo, a escravidão, o
preconceito, o adultério, a pobreza, a prostituição, a ganância, a exploração do homem pelo homem deixando
bastante claro que o “mundo pertence aos mais espertos”. Todas essas “deficiências” sociais são ressaltadas
durante toda a obra.
* LINGUAGEM: A linguagem é simples, recheada de termos até então considerados impróprios para a Literatura.
Marca bem as caracterísitas do Realismo/Naturalismo.
 * ESCOLA LITERÁRIA: Naturalismo, O Cortiço inaugura essa estética no Brasil \o Por isso traz uma visão científica,

tentando analisar personagens patológicas (até então ninguém gostava de falar sobre personagens 'com problemas').
Usando o Evolucionismo, o Determinismo: o meio em que vive, determina o homem e o Positivismo: é preciso

observar a sociedade e caso haja algum problema, é necessário buscar soluções, estudando-a para transformá-la á
uma etapa positiva (: E você CONHECE BEM uma frase positivista --> "Ordem e Progresso" \o
Vejam exemplos:
Determininismo:

  “A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e
sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição [...] e Jerônimo abrasileirou-se.”
         -----> o meio (Brasil) influenciou na personalidade do Homem (Jerônimo).
Positivismo:

  “[...] E, defronte do candeeiro de querosene, conversavam sobre a sua vida e sobre a sua
Marianita, a filhinha que estava no colégio e que só os visitava aos domingos e dias santos”.
          -----------> A educação é importante , apenas desta forma pode-se alcançar uma vida positiva.

 Enfim:
“Mas o cortiço já não era o mesmo; estava muito diferente; mal dava idéia do que fora.”
O Cortiço mudou, eu mudo , você muda e o Mundo muda á todo instante *-*

Eu disponibilizou, meu roteiro de seminário e a apresentação em Power Point para quem quiser dar uma olhada \o
É só enviar um e-mail para mim, que eu te mando, ok??
Meu e-mail:
srta_thais_tiemy@hotmail.com

~* LINKS INTERESSANTES COM ANÁLISE COMPLETA DE O CORTIÇO:
*
Site Resumo de livros
*
Site Algo Sobre:
*
Site Mundo Vestibular:
* Uol Educação :
*
Guia do Estudante:
É isso aí pessoaal, até a próxima!

XoXo, Thay ;*

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