Book* A Abadia de Northanger - Jane Austen

Hi, my lovely readers!! Eu não disse que tinha ficado com vontade de ler "A Abadia de Northanger" e "Mansfield Park", depois de assistir o filme "Clube de Leitura de Jane Austen"? Pois bem, eu li este primeiro em pouquíssimos dias e em breve lerei o segundo! Sempre amei os livros da Jane, o primeiro que li foi "Persuasão", depois parti para "Orgulho & Preconceito" (meu preferido *-*), "Razão & Sensibilidade" e "Emma". Mas, "A Abadia de Northanger" é bem diferente destes romances O.o 
Li comentários e sinopses do livro que diziam o quanto este era diferente do estilo dos demais romances da Jane e minha curiosidade só aumentou. Li e posso confirmar o que diz a sinopse:
A Abadia de Northanger é considerado um dos trabalhos mais ligeiros e divertidos de Jane Austen. De fato, para além dos ambientes aristocráticos da fina-flor inglesa do século XVIII, encontramos aqui uma certa dose de ironia, sátira e até comentário literário bem-humorado.Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irônica da história. E se Catherine é ingênua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosímeis são as suas personagens…Acrescente-se a paródia do romance gótico e do exagero em que induz as suas leitoras, e uma crítica inteligente aos críticos que acusam o romance de ser fútil e “coisa de mulheres”, e temos uma interessante historieta de amor, escrita com bastante graça e capaz de ultrapassar a moralidade caduca que nos habituamos a esperar da pena de Jane Austen. 
Fonte: Skoob


Realmente, o livro é exatamente desse jeito! A leitura é bem tranquila e divertida, não me cansei em nenhuma parte. O livro já inicia-se bem, com uma engraçada descrição da Catherine haha, ela não é como se as típicas heroínas dos romances. Deem uma olhada:

"Porém com os Morlands não se dava isso,porque, em geral, eram muito feios e Catherine durante muito tempo da sua vida fora tão feia como todos eles.
Era magra e malfeita, tinha a pele macilenta e pálida, o cabelo escuro e liso e as feições
acentuadas demais para a idade. O seu espírito não se inclinava para o heroísmo. Gostava de todos os jogos de rapazes e preferia o cricket, não só às bonecas, mas a todos os divertimentos próprios da infância - tratar de um arganaz, dar de comer a um canário ou regar uma roseira. Na verdade não tinha gosto pelo jardim e se colhia algumas flores era apenas pelo prazer de as estragar - pelo menos assim se deduzia do fato de preferir sempre as que lhe proibiam mexer.
Estas eram as suas inclinações; as suas habilidades igualmente extraordinárias. Nunca fora capaz de aprender ou compreender qualquer coisa a não ser ao fim de muito tempo; e por vezes nem assim, porque frequentemente estava distraída e às vezes estúpida."
LOL. Durante o livro, percebemos que a Cath vai mudando bastante em alguns aspectos.
A história se inicia quando "a nossa heroína" (como diria a Jane, que neste livro fala diretamente com o leitor, como Machado de Assis faz *-*) que mora em Fullerton, interior da Inglaterra (um lugar onde não tem nada para se fazer, haha, pior que Sumaré) é convidada para passar uma temporada no balneário de Bath junto com o Sr. e a Sra. Allen, seus vizinhos ricos que não possuem filhos.
É em Bath que a aristocracia inglesa vai passar os verões! Cath frequenta bailes com a família Allen e lá conhece o Sr. Henry Tilney *-*, um rapaz educado, bem humorado e sarcástico, por quem a moça irá  se apaixonar. A protagonista também é apresentada à família Torphe, tornando-se rapidamente melhor amiga da jovem Isabella Torphe e sofrendo com a irritante personalidade do irmão da moça, o Sr. John Thorpe.
Nos primeiros dias em Bath, Cath se diverte muito com a melhor amiga Isabella... mas, logo começa a sentir falta do Sr. Tilney que simplesmente desaparece. O irmão de Cath chega na cidade alguns dias depois que a moça, juntamente com o INSUPORTÁVEL John Thorpe ;P 
O livro se segue, contando os dias dos amigos em Bath e as desventuras de Cath na procura de seu amado. Eu entendo completamente o desespero da moça em querer encontrar o Sr. Tilney e sempre se ver desapontada (pois ele não aparece --'). Mas, chega um dia de sorte.... em que o indivíduo resolve dar o ar de sua graça! A garota conhece a Srta. Eleanor, irmã do moço e assim consegue obter a amizade dela, já que sua querida  falsa  Isabella trocou-a por seu irmão rs. O General Tilney (pai de Henry e Ellinor) convida Cath para ir passar algumas semanas em sua propriedade: "A Abadia de Northanger" de modo a acompanhar sua filha. 
Lá na abadia, Catherine (que é apaixonada por romances góticos - histórias de terror-), dotada de uma imaginação realmente MUITO fértil, começa a imaginar coisas malucas... influenciada por seu livro preferido "Os Mistérios de Udolpho", de Ann Radcliffe. E no que será que vai dar essa temporada da protagonista na antiga abadia??? Ela conseguirá conquistar seu amado Sr. Tilney?
HAHA, não posso contar mais nada! Posso dizer que AMEI o livro e devorei-o em pouquíssimo tempo! Morri de rir em muitas passagens, me estressei com John e Isabella Thorpe e fantasiei junto com a Catherine!
O modo como a Jane escreve esse livro é inigualável, é como se ela fosse uma amiga contando uma história diretamente para nós. É impossível não se identificar com algumas sábias frases ditas pelas personagens, como essas daqui:

"Mas as coisas estranhas podem geralmente explicar-se, se a sua causa for bem averiguada."
‎"Quando um coração está bem preso, sei que pouco ou nada ligamos à admiração dos outros. Tudo o que se não relacione com o objeto amado é tão insípido, tão sem interesse!"
‎"A amizade é o melhor bálsamo para o sofrimento dum amor não correspondido."
"Mas lá diz o ditado que nunca devemos desesperar de alcançar o fim que desejamos
porque quem porfia mata caça."
E o diálogo muitíssimo interessante entre a Isabella e o Capitão Tilney (irmão do mocinho Henry) que expressa uma bela crítica aos homens (aliás, a Jane os alfineta bastante, muahahhaa). Diversão garantida!!



Jane mostra um senso crítico brilhante, quando satiriza temas como o casamento, os críticos de romances e o caráter das pessoas. Crescemos junto com Cath, que passa de uma jovem esquisita em inércia para uma grande heroína \o/
O fim é incrível *-* Me encantei pelo Sr. Tillney... ele é um sujeito muito gente boa! Vale a pena ler *-*


P.S: Ah, é interessante saber que esse foi na verdade, o primeiro livro escrito pela Jane *-* porém foi publicado bem mais tarde. Céus!! Acabo de descobrir que há um filme!! Quero muito assisti-lo \o/






Download do livro (AQUI)



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