Sobre emoções, valores e ... Internet - Por Fabinho Guilherme

Olá, lindas pessoas que leem a Thay. Fico feliz em ocupar, por algumas linhas, esse lindo espaço, vejam só vocês. Primeiramente, eu sou o Fabinho e eu não sei me apresentar. Pois bem, eu faço letras na Unicamp, por um acaso na mesma sala que a Thay. Sou professor de português em um cursinho e adoro o que faço, mesmo sendo pobre diante de tal realidade. Creio que seja isso.
Pois bem, estou aqui para trazer, espero, alguma discussão relevante sobre qualquer tema aleatório. Penso eu sobre o que gostaria de dizer às pessoas. Daí lembro-me que aqui é um bom lugar para se dizer coisas às pessoas. Olhem só. Então penso nos relacionamentos de hoje em dia. Vish. Não sei para o mundo está sendo levado, mas há alguns detalhes que não me são vistos enquanto corretos. Acho que seria válido que eu enumerasse alguns detalhes.
Primeiramente, exponho a verdade atual sobre os relacionamentos. Há três coisas que vêm sendo notadas muito facilmente que são relevantes e, na verdade, seguem uma sequência: a internet, a falsidade e o egoísmo. Há amor. Creio que, ao iniciar dizendo coisinhas feias eu passe a figura daqueles pessimistas que querem toda atenção a si (“olhem, olhem pra mim odiando o mundo”). Não é isso. São coisas intrínsecas à sociedade que nem sequer notamos, tento discorrer um pouco sobre elas.
Os tempos atuais estão necessariamente ligados à internet. Necessariamente. Isso não é ruim. Isso é lindo. Me tire a internet. Me veja agonizar em prantos. Básico do ser humano. Entretanto, a internet é o lugar do anonimato. É o lugar onde se pode conversar com as pessoas sem demonstrar suas verdadeiras reações. A outra pessoa não vê se você realmente sorriu à piada que foi feita e, ainda que você grite de raiva por algo que foi dito, é possível simplesmente fingir que nada o preocupou. Suas reações não são imediatas. Isso treina as pessoas a serem mais controladoras de suas emoções. Isso treina a todos nós para que não demonstremos as emoções que realmente sentimos. Isso gera uma falsidade. É fácil se mascarar em frente aos amigos. Mas, por que faríamos isso? Egoísmo. Oh, somos todos célebres malditos sem coração? Não é isso. Deve ser bem chato um babaquinha qualquer invadir o blog da linda de vocês pra ficar falando da sociedade. Mas está bem. É culpa da sociedade. E ainda me agradeçam por eu não vir aqui falar da política e suas ideologias. Hehe. Então, o que se passa é que, tipo, os pais da geração de 90 viram crianças que, de repente, tiveram contato com muitos desconhecidos, confiando muito facilmente neles. Muitos desses, vendo uma brecha, não foram, assim digamos, tão legais. Isto é apenas um dos muitos valores que servem de exemplo, mas a questão é que a modernidade nos tem dado muita facilidade para ser desonestos, e muitos vêm aproveitando a oportunidade. Isso gera nas pessoas o sentimento de desconfiança para com todo mundo. Além disso, há o mercado de trabalho, que oferece, de fato, ótimas oportunidades. Mas estas acabam sendo para poucos. Com isso, conclui-se que se deve superar os outros, nem sempre de forma justa, para que se consiga alcançar o sucesso. A ideia que se tem é a de que não há espaço para todos alcançarem o sucesso. Não é ruim buscar o sucesso pessoal, mas quero dizer que é a mentalidade das pessoas de que se o seu próximo conseguir o sucesso, significa que ele está tomando a oportunidade que pertenceria a você. E isso não se trata só no mercado de trabalho, mas é uma mentalidade levada para a vida até dos que nunca trabalharam, refletindo-se nos relacionamentos.
Ocorre que as pessoas tentam realizar uma espécie de jogo de comportamento junto às pessoas com quem se relaciona. Tentam formular um ambiente em que a outra pessoa dependa de seu relacionamento, sendo você a pessoa superior na relação. Isso em troca dos benefícios que a amizade ou namoro podem oferecer. Isso é reflexo da mentalidade atual da sociedade ocidental. Vem de longe, longos tempos atrás, mas demonstra-se com mais força nos dias atuais, com habilidades potencializadas pela tecnologia.
Assim, finalmente, após tentar contextualizar violentamente a situação, tento trazer o meu olhar sobre o que devem ser os relacionamentos. Acredito que o amor seja o oposto do egoísmo. Então, se realmente há uma amizade na qual se acredita haver um grande valor, a solução não é o egoísmo, e sim o amor. O amor é dar tudo o que se tem a pessoa amada. Claro que a sensatez é algo a se considerar, ser sensato é ser sensato, peçam a Thay para que ela os diga como ser sensato. É dar tudo, mas não inconsequentemente. Tudo o que for preciso. Sem querer nada em troca. Apenas por amor. Nunca deixar de amar por não ser correspondido. Tratar a todos com amor. Se alguém recebe seu amor e lhe devolve egoísmo, não se vinga. Seu amor é a semente que se planta. Se alguém lhe planta egoísmo, é isso que se vai colher. Mas você, plantando amor, sempre terá amor a colher. Não pense que pode se passar por trouxa ao semear somente o amor. Caso algo vá errado, não foi por ter semeado o amor, mas por outros semearem coisas ruins. Trouxa é quem gasta os dias de suas vidas sendo egoísta. As pessoas que semeiam egoísmo perto de você, que semeia amor, irão se afastar. E sobrarão as que reconheceram seu amor e quiseram isso para si também. Assim, você não precisará se preocupar com o que se está ganhando, mas com o que tem a dar. Com todos à volta pensando assim, você também receberá, sem nem se esforçar para isso.
Com isso, concluo minha visão sobre os relacionamentos. Não sou velho, não sou sábio, sou apenas um jovem que fez conclusões sobre o mundo que me têm apresentado bons frutos. Espero que, a vocês, também faça a diferença.
Meus carinhosos abraços, e que o bacon esteja com vocês! :D

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