Letters* Transformando a rotina em literatura...

Hi, my lovely readers! Haha, hoje o grande mistério será solucionado! Por onde anda a Thay? O que faz de sua vida? O que tanto faz para não ter tempo nenhum de poder postar regularmente no blog? Well, faz um bom tempo que eu não escrevo nada sobre minha louca vida (ou vida louca, como você preferir haha), pois acho que talvez vocês não estejam interessados. >.< Mas, às vezes, eu penso que é útil contar algumas experiências do meu cotidiano. Reclamamos quase sempre da rotina "oh, que droga, nada de novo acontece! É tudo sempre a mesma coisa!", pois bem eu sou humana e várias vezes me pego proferindo tais dizeres >.< Porém, nessa hora lembro das pessoas que estão em hospitais ou na rua etc. É inevitável que fiquemos estressados, entediados e de saco cheio dos dias "iguais". Por isso, vim aqui mostrar que nenhum dia é igual ao outro, vim aqui mostrar que a rotina pode ser mágica. Vou transformar a minha em literatura... \o
Lá vai!!
Um dia na vida da Thay
 Ouço o meu nome, é minha mãe me chamando "Hey, Thaís, já está na hora de levantar!". Eu abro os olhos com dificuldade, pronto, a janela para o mundo está aberta. Demora um tempo para eu me situar: Onde eu estou? Está na hora do quê?? Quem sou eu?. Me adapto em poucos segundos e resmungo comigo mesma: que droga, eu não queria sair dessa cama hoje.
Ouço a chuva bater violentamente nas janelas, o tempo só me traz mais vontade de voltar a dormir. A responsabilidade fala mais alto, de um salto, me levanto e vou pegar minhas roupas.  Como sou tapada, mais uma vez, esqueci de deixar a roupa escolhida na noite anterior! Reviro o guarda-roupa, Aslam não aparece, noto que preciso fazer outra faxina naquela bagunça. Pego a primeira vestimenta que aparece, o senso de moda me faz repensar, escolho com cuidado o que vou vestir, quero estar apresentável. Já basta a cara de espantalho. 
Lavo o rosto com a água gelada, passo o sabonete francês oil free, que custou R$ 20,00... Futilidade? Não, necessidade... preciso me livrar das espinhas.
Pego a necessaire, a sombra cor-de-rosa, o lápis preto, o corretivo, o rímel, o batom. 
Coloco meus brincos de coruja *-* uma delas está caolha, mas gosto de usar mesmo assim. 
Apressada, corro para a cozinha, coloco meu almoço (lanche natural) para esquentar. Coloco-o dentro da mochila, juntamente com uma maçã. 
Pego a manteiga, o pão integral, coloco-os no microondas. A xícara já está cheia de leite desnatado e café. 
Mal tenho tempo de mastigar, engulo tudo. 
Separo o dinheiro do ônibus, coloco minhas sapatilhas. Confiro, todos os livros estão dentro da mochila. Texto de Psicologia e Educação lido.
Minha mãe e minha irmã me acompanham até o portão. Dou um beijo de despedida nelas e rumo para a minha jornada diária.
As ruas estão praticamente desertas, vou andando depressa, com a cara amarrada - proteção.
Subo uma rua que me deixa sem fôlego, falo sozinha, quase sempre rindo da minha cara.
Atravesso a avenida, vejo aquelas tantas pessoas com cara de sono seguindo para o colégio ou para o trabalho, eu vou para os dois.
Chego no ponto de ônibus cheio, vejo as caras conhecidas, os vejo todos os dias, mas nunca falei com eles, que coisa mais esquisita. 
Observo tudo à minha volta, sei o horário de todos os bus que passam antes do meu.
Finalmente, o "Unicamp" chega... entro, a cobradora deve ficar feliz comigo, eu sempre levo o dinheiro certinho. 
Rezo, minhas preces são ouvidas, há um lugar para eu me sentar!
Vejo tantas pessoas, fico imaginando a história de vida delas. Algumas estão com o olhar perdido, fones de ouvido. Outras estão com os livros abertos, devorando conteúdo.
Eu, estou ouvindo música e viajando na maionese, como sempre.
Conheço todos os rostos. 
Lembranças vem à tona, a música, bendita música.
Sorrio, imaginei algo bom... sonho meu. Penso sobre a vida, passo a viagem inteira pensando sobre minha condição enquanto humana, enquanto eu. O que eu estou fazendo da minha vida? O que eu quero fazer? 
Os olhos estão pesados, sinto sono, dor nas costas... 
Cedo, fecho os olhos mas me mantenho acordada, devaneando. Vejo carros na estrada, pessoas sorrindo, me imagino em outro lugar.
Chego na Unicamp, tudo se transforma, este lugar tem o poder de me trazer paz de espírito e ânimo. De repente, estou mais acordada do que nunca! 
Eu e um amigo rumamos para dentro da Cidade Universitária, conversamos sonolentos, eu sigo para baixo e ele vai reto. 
Pego os meus fones de ouvido novamente, crio cenas em minha mente. Sempre há alguma coisa que não me deixa ficar em paz. É aquela ânsia, aquele desespero em conseguir o que eu tanto quero. Lembro de quem me faz sorrir, sorrio, me entristeço por lembrar que as coisas não andam boas. Me bloqueio, nada de sentimentos. 
Penso em Piaget e Vygotsky, caminho contente até a Faculdade de Educação.
Aquelas escadas me tiram o fôlego também.
Chego na sala de aula, ah que sensação boa!! Me sinto em casa, amo nossas aulas, a professora é incrível e meus colegas me fazem bem.
Sento ao lado de uma amiga da Biologia, começamos a discutir sobre nosso seminário que se aproxima.
A aula acaba, que coisa triste, mas estou morrendo de fome.
O sol voltou a brilhar, mais uma vez recorro à música. Passo pelo IMECC, corto caminho pelo IFCH e chego até a porta do pavilhão dos docentes do IEL. Que coisa, trancaram a porta de novo! Passo por uma passagem estreita, entro no pavilhão saltitante, observando os nomes dos professores aclamados em todas as portas, sou uma grande garotinha curiosa, que tudo admira.
Chego à sala de projetos onde trabalho, ligo o pc e começo a trabalhar. 
Digito, digito, amo digitar e conhecer o ponto de vista de outras pessoas acerca da leitura e escrita.
O estômago ronca, mas sou disciplinada, só posso almoçar ás 11:30. Reeducação alimentar.
Pego o meu singelo lanche natural sem graça e logo o devoro, enquanto leio blogs sobre moda e livros.
O lanche é sem graça mas me traz alegria. 
Continuo trabalhando. 15 hrs como minha saborosa maçã. 
Pensamentos, pensamentos... eles vem quando eu termino de cumprir minhas tarefas. Mas, eu sonho, enquanto percorro os corredores do meu Instituto, eu sonho... serei uma renomada especialista em Linguística Aplicada, um dia terei uma sala só minha aqui.
Agora, sou Alice ... estou no País das Maravilhas, lembrei dela, porque tenho que começar a fazer meu trabalho de Interpretação, estou animada! 
17:30, janto a mesma coisa que almocei ._.
Desligo o PC, apago as luzes, tranco a porta. Bebi tanta água!
Escovo os dentes, passo a maquiagem e sigo feliz (de novo, com meus fones de ouvido *-*) para a Biblioteca. Ah, que lugar mágico! Me sinto tão bem!!! 
Passeio por entre as estantes, folheando todo livro que me chama a atenção. Procuro aquele que vou precisar para fazer meu trabalho, encontro, sorrio satisfeita.
Sigo para a minha sala de aula, minhas amigas já estão no corredor, conversamos sentadas nos bancos verdes. Gosto tanto delas!
Entramos na sala de aula, folheio meu livros. 
A professora chega e então eu me desligo do mundo e me transporto para o universo do Léxico. As palavras me encantam.
21:00 hrs, a aula acaba. Estou exausta, morrendo de sono e de fome.
Eu e uma amiga seguimos para a sala de informática, leio textos e visito o Facebook a procura de algo que me faça bem. Às vezes encontro, às vezes não. Dessa vez não encontrei.
22:30 hrs vamos para a escada do CB, vários estudantes passam para lá e para cá. Eles também me inspiram. Observo as roupas, as feições...
Me divirto com meus amigos incríveis. 
22:40 hrs, hora de ir para a van. Sento nos bancos do fundo junto com dois amigos preciosos que me fazem ficar alegre.
Estou com sono ainda e com fome..., idealizo minha casa, minha xícara de leite desnatado!
A noite está estrelada, olho para a lua e sorrio. Os olhos tristes vagueiam, eu queria tanta coisa, mas não posso fazer nada quanto a tais coisas. Fico esperando algo mágico, mas nada acontece. Me sinto errada, sem sorte.
Chego em casa, digo "oi" para o Bebê, meu gatinho *-*
Tiro o traje de combate, faço a sagrada limpeza facial, esquento o leite, sento na minha cadeira, ligo o notebook... enfim, em paz.
Converso com minha melhor amiga, procuro a alegria uma vez mais.
Nada.
Agradeço a Deus pelo meu dia. Estou bem.
O sono volta, desligo o notebook. Acho que chegou a hora de descansar, Srta. Guerreira.
Escovo os dentes, deito na minha cama quentinha, me enrolo no cobertor fofo. 
Penso, penso, penso... as lágrimas querem vir, mas eu me lembro do meu dia de aventuras e desventuras. Fico feliz, meu dia é mágico.
Penso, oro... peço que Deus dê Sabedoria a todos, que esteja no coração de cada um de nós. Ele me diz: te acalma pequena, agora você pode descansar...
Eu adormeço e sonho. Sonho que sou livre para ser o que eu quero e descubro que o que eu quero é exatamente o que eu já sou. Zzzzz.
Minha mente se prepara para outro dia, enquanto Deus vai preparando a alegria.
E eu... sou enfim, pura magia.











2 comentários:

  1. Thayyyyyyy! Olhe seu email! Preciso da resposta urgentemente :D

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  2. www.youtube.com/watch?v=VsabtFJ8Srg&feature=fvwrel

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