Books* Especial - Holocausto

Hi, my lovely readers! Dei uma sumida, sorry :X Esse frio me faz ficar com preguiça haha. 
Mas, neste mês estou muito contente, parece que a minha disposição para leitura aumentou! Só hoje devorei um livro de 366 páginas \o/. Aproveitando o pique, corri até a biblioteca do meu instituto e peguei "O menino do pijama listrado" para ler. Gente, é tão bonito! A história é ambientada na época da 2ª Guerra Mundial e conta um pouco sobre esse terrível período da história da humanidade. Então, tive a ideia de fazer um post especial sobre livros que se passam nessa época. Eu simplesmente amo o tema *-* sem dúvida é a parte de História que eu mais gosto de estudar. O sofrimento dos judeus e de outras pessoas causado por conta de um homem mesquinho me compadece demais.
Por isso, eis os livros que já li acerca da terrível época do terror de Hitler.

- A menina que roubava livros - Marcus Zusak

A Menina que Roubava LivrosEntre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.Fonte: Skoob
Eu ganhei esse livro da minha prima Alessandra e realmente valeu a pena ter lido! "A menina que roubava livros" é uma daquelas obras de que todos já ouvimos falar. Por que isso? Porque é simplesmente incrível! Para começar, temos uma narradora um tanto quanto diferente, sim, é a Morte quem narra a história da pequena Liesel. Li já faz alguns anos, mas lembro bem da história. Imagine viver em uma época tenebrosa quanto esta. Imagine ser apenas uma criança e ter que morar com dois completos desconhecidos. Liesel estava diante de uma situação bem complicada, testemunhara a morte do irmão, separou-se da mãe e não podia compreender o porque de tudo aquilo. Não havia ninguém para explicar-lhe, não havia com quem conversar. Mas, graças aos céus, ela encontrou um instrumento muito poderoso, eu diria mais, diria que encontrou um amigo: o livro. 
A forma como a garota se relaciona com esse objeto é muito interessante. Acho que uma das coisas que mais apreciei nessa obra, é a importância que o autor concede ao livro. É extremamente bom conhecer o cotidiano da garota e de Hans e Rosa, me afeiçoei demais aos dois. Hans é um amor de pessoa, enquanto Rosa tem um gênio difícil, mas tem um grande coração (aprendi alguns xingamentos em alemão, com ela haha). Conhecemos o incrível Rudy *-* a amizade que Liesel nutre com o garoto é tão linda, os dois tornam-se companheiros, confidentes e nutrem um amor puro. A Alemanha encontra-se em um estado terrível (graças ao infeliz do Hitler), quem conhece a história da 2ª Guerra pode imaginar. Era necessário que em todas as lojas houvesse um retrato do "Führer", e as pessoas deviam sempre fazer aquela odiosa saudação "Heil Hitler!". O cotidiano de Liesel é composto por coisas terríveis também, coisas que também aconteceram com alemães. Além disso, os Hubermann concedem abrigo ao judeu Max (que é simplesmente maravilhoso). A garota presencia algumas exibições dos massacres contra judeus e também vê a absurda queima de livros promovidas pelo bigodinho. A história é linda, doce, repleta de realidade mas construída de forma delicada. Liesel me encantou e a meu ver, a Morte é uma narradora espetacular. Sim, eu chorei muito. Emocionante e fantástico, leiam!

Quote: "Não ir embora: Ato de amor e confiança."


- O diário de Anne Frank - Anne Frank
O Diário de Anne Frank12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen."Fonte: Skoob
ESPLÊNDIDO, essa é a palavra que define o diário da jovem Anne Frank. Para quem não sabe, a Anne de fato existiu e esse é um diário real que carrega os relatos de uma pequena judia vítima do holocausto. É realmente muito interessante ler o diário de alguém, e ainda mais impressionante é conhecer o sofrimento judeu sob os olhos de uma adolescente de 13 anos. Grande parte dos meus amigos dizem ter receio de ler essa obra porque pensam que é algo muito forte e triste. Eu não sou fã de histórias tristes, como sempre comento no blog, mas resolvi encarar o desafio de ler o diário da Anne. E não achei que o livro é tão forte e triste, aliás, achei-o bem divertido e senti grande alegria ao lê-lo (exceto no final :S). Sabe por quê? Porque Anne é um exemplo de vida, mesmo estando em uma situação tensa, escondida juntamente com a família como se fossem ratos, a menina não deixou de ter esperanças, não entregou-se à tristeza, pelo contrário... era sempre otimista e divertida. Foi incrível conhecer o dia-a-dia de Anne e seus familiares diante daquela situação horrorosa, o que fizeram com esse povo é realmente desumano. A jovem teve de ficar escondida no anexo de um escritório (pertencente a alguns amigos da família), juntamente com sua mãe, pai, a irmã e mais outra família judia. Imagine como é viver dese jeito, sem poder sair, tendo que ficar todos os dias dentro de um lugar pequeno, fazendo as mesmas coisas, sem perspectiva de liberdade! Mas, antes isso do que ficar em um campo de concentração. A família Frank teve um pouco de sorte, mas não foi o suficiente para salvá-los, infelizmente.
Mas, existem pessoas que conseguem tirar o melhor de situações ruins e com certeza, os Frank (sobretudo Anne) faziam parte deste grupo. Eles encontravam meios de se divertir, estudando sobre as mais diversas coisas, viajando através de livros... entre outros.
Anne conta não apenas sobre o cotidiano do grupo, como também fala sobre coisas bem íntimas, afinal está com 13 anos de idade e é obvio que escreveria no diário sobre suas dúvidas típicas da idade e sobre sentimentos. Eu comparei o meu diário com o dela e percebi que (é claro) há muitas coisas diferentes, mas há muitas coisas iguais... Anne era uma adolescente como eu. Também se sentia sozinha mesmo em meio a muitas pessoas, também sentia dúvidas sobre o que as pessoas pensavam dela etc. Chorei, ri, me enraiveci, me identifiquei com ela. Mas, no fim dos relatos... desabei. Anne havia tornado-se minha amiga e saber o que aconteceu com ela, foi terrível. No entanto, olha só Anne, você pensou que jamais iriam dar importância aos relatos de uma garotinha de 13 anos, haha seu diário virou um clássico. Exemplo de vida *-*


Quote: "Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade". 


- O menino do pijama listrado - John Boyne 
O Menino do Pijama ListradoBruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.Fonte: Skoob
Terminei de lê-lo recentemente. Preciso ver o filme!! O livro é curto e a narrativa é bem gostosa, conhecemos a história sob o ponto de vista do pequeno Bruno. Desta forma, a descrição da situação das coisas é toda especial, é o jeito criança de ver as coisas, aquele jeitinho inocente e curioso. Vez ou outra vemos sob os olhos de outros personagens, mas é através de Bruno que de fato mergulhamos no cotidiano da família de alemães. O garotinho fica extremamente chateado em ter de mudar para um lugar longe de seus melhores amigos, dos cafés, da agitação e da feira de legumes e verduras de Berlim. Ele simplesmente ODEIA o novo "lar", a casa de "Haja-Vista". Por que ele teve de se mudar? Tudo por culpa do "Fúria" que era o chefe de seu pai. Eu ri demais, pois o autor emprega até mesmo o linguajar infantil, ao invés de dizer Führer, Bruno fala "Fúria" haha. A narrativa é simplesmente apaixonante, eu me encantei com o protagonista. Ele não faz ideia do lugar onde está e do que o pai faz. Da sua janela, Bruno vê um local estranho composto por várias casinhas onde encontram-se várias pessoas com caras infelizes vestindo a mesma roupa, um pijama listrado. Confuso diante da situação, o menino até tenta perguntar para sua irmã mais velha Gretel (que ele chama carinhosamente de "Caso perdido" hahaha) o que raios estava acontecendo, mas a irmã tão pouco sabia (por mais que quisesse bancar a sabe-tudo experiente). No decorrer do livro, vamos descobrindo mais coisas juntamente com Bruno que tem o anseio de se tornar explorador. Certo dia, ele decide investigar o tal "Campo de Haja-Vista (Aushwitz, creio eu)" e encontra um garoto de sua idade, o judeu "Shmuel". É realmente muito bonita a amizade que ambos vão construindo *-* Também conhecemos mais acerca de outras personagens interessantíssimas e sobre o Fúria. O crime horrível do holocausto é mais uma vez relatado (assim como nos outros livros citados) do jeito de Bruno. 
Creio que o livro é inteligentíssimo, bonito e emocionante. O final é realmente surpreendente e de fato, causa um grande impacto. Sim, chorei também.


Quote: "Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada". 


- É isto um homem? - Primo Levi 
É Isto um Homem?Neste clássico da literatura contemporânea, Primo Levi dá um testemunho pungente de uma tragédia que afetou milhões de pessoas. Considerado o mais belo livro já escrito sobre a existência massacrada dos judeus deportados, É isto um homem? Não é, no entanto, um relato carregado de ódio e vingança. Desprovidos de saúde, os judeus nos campos de extermínio dificilmente poderiam ser identificados com os homens que eram antes da tragédia. Muito menos seus algozes sem rosto, se nhores de escravos, mas sem vontade própria, num campo de morte onde ela, afinal, era o menor dos males.Fonte: Skoob
Aí está outro relato verdadeiro, mas desta vez, vindo de um sobrevivente do Holocausto. Tive de ler esse livro para uma disciplina do meu curso e foi simplesmente fantástica a experiência de vivenciar essa leitura. Gostei tanto, que até fiz um ensaio sobre o livro *-*
Primo Levi descreve com precisão os terríveis dias passados no campo de concentração de Aushwitz, o modo como os soldados cruéis tratavam os judeus, o modo como essas pessoas se sentiam sendo tratadas como nada, como números, seres sem identidade. 
Devo admitir que é um relato riquíssimo, porém tenso. Eu me emocionei com todo o sofrimento de Levi e outros companheiros SERES HUMANOS, me revoltei com cada uma das atrocidades de Hitler! Acho que foi uma atitude realmente legal escrever um livro contando sobre isso tudo. Levi acabou dando voz aos milhares de judeus que foram assassinados. Depois dessa terrível guerra, as pessoas ficaram traumatizadas, a realidade caiu na cabeça de todos como uma grande pedra de mármore. Nada mais fazia sentido, o medo ainda os perseguia, não havia tempo para nada além da realidade. Sorrir? Difícil.
Escrever foi a forma que Levi encontrou de reconstruir sua identidade e restabelecer-se enquanto ser humano. O que acabou sendo algo realmente muito produtivo, não apenas para ele, como para todos os seus leitores *-* Vale a pena ler!

Quote: "
Estamos transformados nos fantasmas que havíamos deslumbrado na noite passada. Então pela primeira vez nos demos conta de que nossa língua não tem palavras para expressar esta ofensa, a destruição de um homem. Em um instante, com intuição quase profética, a realidade nos é revelada: chegamos ao fundo. Mais fundo que isso não se pode chegar: uma condição humana mais miserável não existe tampouco se pode imaginar. Não temos nada nosso: tiraram-nos as roupas, os sapatos e até os cabelos; se falarmos, não nos escutarão, e caso nos escutassem, não nos entenderiam. Até mesmo o nome nos tiraram: e se quisermos conservá-lo deveremos encontrar dentro uma força arquitetada de tal maneira que, atrás do nome, algo nosso, algo do que um dia fomos, enfim permaneça".

É isso pessoal, se tivessem deixado Hitler ingressar na faculdade de Arte, talvez tudo isso não tivesse acontecido...

P.S: Vou fazer um post especial com Quotes de "O diário de Anne Frank", fiquem ligados ;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário