Book* Freud, me tira dessa! - Laura Conrado

Hi, my lovely readers!! Nossa, amanhã já é meu aniversário :O Até que estou animadinha!
Bom, ontem eu estava meio apática, pensando no que eu poderia fazer para melhorar minha vida. Meu grande interesse atualmente é: me conhecer melhor, tentar me compreender. Eu até tentei agendar uma sessão de psicoterapia na Unicamp, mas a fila de espera está gigantesca! Sendo assim... fiquei desesperada pensando em uma forma de conseguir me destravar... Para quem não sabe, eu estudo um pouco de psicanálise na faculdade, pois estou trabalhando numa linha de pesquisa com viés psicanalítico. Tenho um conhecimento razoável sobre isso, mas só consigo ajudar os outros. A auto-análise não é tão eficaz quanto ter alguém te ajudando. Pois bem, ontem eu estava conversando com uma amiga sobre livros e ela me fez ter uma baita vontade de ler algo. Mas o problema é que nenhum livro estava conseguindo prender minha atenção...Porém, eu sabia que alguma obra estava me chamando, estava querendo que eu a lesse. Até que o livro "Freud, me tira dessa!" chegou até mim! Era exatamente o que eu precisava. Por quê? É isso que vocês vão descobrir agora...
Freud, me tira dessa!Sinopse
Freud, me tira dessa! narra a história de Catarina, uma jovem que passa a morar sozinha em função do novo emprego. Dona de uma vida amorosa catastrófica e disposta a rever suas escolhas, Cat busca ajuda na psicoterapia. Como se não bastasse o dolorido processo de conhecer a si mesma e de adentrar na relação com seus familiares, Catarina se apaixona pelo terapeuta. No auge de sua angústia, a personagem recorre ao pai da Psicanálise para sair dessa. Por meio das confusões de Cat, é possível não simplesmente rir, mas também se identificar com a profunda trajetória de autoconhecimento e aceitação da própria história. O livro rendeu à autora o Prêmio Jovem Brasileiro 2012 na categoria Literatura.
Fonte: Skoob

Adoro Freud e minha vida amorosa sempre foi muito ferrada como a da Cat... kkk por isso me identifiquei (como diria Lacan!).  Me vi nela em várias partes do livro, desde o começo até o final.. mas há pontos em que também somos bem diferentes.O livro já começa com a moça tomando um grande fora, ahh como eu pude compreender a dor da Cat e a indignação de nunca ser escolhida, de ter sempre seus rolos destruídos..e sem perspectiva de dar certo. Ela estava saindo com um amigo do trabalho e o lindo, de repente, termina tudo porque diz estar gostando de outra pessoa (e... para piorar.. essa outra pessoa). Cat acaba sozinha, com o coração partido e se perguntando por que sempre dá certo para os outros e para ela não? O que ela sempre faz de errado para que esse ciclo se repita?
Haha eu já passei por essa cena umas 3 vezes (e não tenho vergonha de falar u.u kkk). E sempre me perguntava as mesmas coisas.
Como uma desgraça nunca vem sozinha.... Cat acaba enfrentando outros problemas (familiares, inclusive) que a deixam em uma espécie de crise de histeria. Carambola... ninguém aguentaria toda a situação dela.. calada, sem surtar.
É nesse contexto de catástrofe total que Cat inicia suas sessões de psicoterapia com um terapeuta bonitão kkk (bom, ela o descreve dessa forma, mas não consigo visualizá-lo muito bem, ele é misterioso).
E bem... na psicanálise, aprendemos que todas as nossas ações e o modo como somos se explica pelo nosso passado, em especial, pela nossa infância. Afinal de contas, é nesse período que construímos nossa personalidade, são as primeiras grandes impressões que o inconsciente registra. Na infância, se dão muitos acontecimentos importantes, tais como o nascimento, além do desmame e da questão da castração (que são duas das grandes primeiras perdas do ser humano, as quais serão a matéria prima para as demais que ainda virão). Dessa forma, refletindo sobre seu dia, colocando para fora tudo o que sente, Cat acaba destrinchando seu passado e seu presente, o que é muito difícil de fazer... e acaba rendendo muuitas lágrimas. Mas com isso ela vai se conhecendo mais, vendo onde está errando e o porque de suas ações.
A gente só ACHA que sabe o que está fazendo, mas na verdade não sabemos, de fato. O inconsciente não se revela a nós, é um mistério, não podemos acessá-lo livremente... ele apenas escapa de algumas formas, deixa alguns rastros, no sonho, no que dizemos, no que escrevemos e em algumas das nossas ações.
Então, há certas coisas que fazemos, mas que na verdade não é aquilo que parece ser. Com o livro da Laura, pude, por exemplo, perceber o porque de eu sempre me envolver com caras errados e que sei que nunca conseguirei... O motivo é: eu não quero ter um envolvimento real e sério. Haha e sempre pensava que eu realmente queria um namorado, sempre me descabelei por causa disso.. e o pilantra do meu inconsciente queria o contrário. Faz muito sentido. No fundo, eu nunca quis alguém com quem fosse dar certo, porque nunca quis me entregar de verdade, por medo..trauma. E comecei a ter essa ideia de que queria arranjar um namorado, justamente para não ter um. Sempre faço coisas que estragam tudo (sem querer), porque nunca intenciono que dê certo. Freud explica! Que loucura!! Bom, pelo menos, agora eu me entendo. Mas preciso enfrentar esse medo. Sem contar que tenho o mesmo problema da Cat: sou uma menina, ainda ajo como uma criança, às vezes. Enfim, a história da personagem me ajudou a entender a minha própria história. Obrigada por ter escrito esse livro incrível, Laura!
Ao longo da trama, acontecem muitas outras coisas interessantes.. conhecemos os amigos da Cat, a família, os inimigos etc.
Ela se envolve em cada rolo!!!! Mas fiquei analisando a moça e me peguei pensando: nossa, é por isso que ela não encontra ninguém com quem dá certo, pois sai de um rolo e já está se enroscando em outro!
Nessa parte não me identifiquei, pois depois que não dá certo com alguém, demora muuito até que eu consiga me envolver de novo.
Eu ri, me enraiveci, refleti, chorei com a história da Cat e suuper recomendo que todos leiam!
Nossa... foi a leitura que eu precisava de presente de aniversário!! Consegui me entender demais! Preciosos insights! Também super recomendo o estudo da psicanálise (ou a psicoterapia), ajuda bastante!
 Freud, me tira dessa!! Haha

Uma das minhas quotes favoritas:

"Queria conhecer pessoas, mas no fim das contas, queria ter alguém de verdade. Eu vivia uma dicotomia: queria o mundo, viver, me jogar e aproveitar, mas também queria construir um relacionamento de verdade, ter filhos... Dentro de mim cabiam todos os desejos. Talvez por isso, algumas coisas estavam travadas: eu não tinha certeza do que queria." 




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