Para, respira

Nós sempre estamos a todo vapor, fazendo uma porção de coisas ao mesmo tempo. A correria do dia-a-dia nos consome e às vezes nem percebemos. "Você tem que fazer isso, isso e aquilo até tal data". O verbo do momento vem no imperativo "Faça!". Mas aí eu me pergunto: "o que eu realmente quero fazer dentre todas essas coisas?". É difícil responder.
A rotina estava me transformando em uma máquina e eu nem tinha me dado conta disso. Até que cheguei um dia na terapia e pensei "caramba, não consigo pensar em nada para falar. Não tive tempo nem de 'sentir', nem de pensar no que estou sentindo". Vocês fazem ideia do quão louco é isso, não ter tempo nem de pensar no que está sentindo?
No final das contas, o modelo behaviorista não estava tão errado... 
Junto com a automatização da vida (pós)moderna vem aquela sensação de vazio e mal-estar. Por quê? Porque não nascemos para ser máquinas!!! Toda a vontade e criatividade do ser humano são reprimidas por essa coisa chata chamada "rotina". O mundo exige que você seja produtivo, que alcance metas, que cumpra prazos, que faça isso, elabore aquilo e blá blá blá. 
Mas e aí? Quem é que vai te ajudar a se recompor depois que entrar em depressão ou neurose? 
Não estou dizendo que não devemos fazer nada, mas que temos uma obrigação maior que todas as outras: saber nossos limites.
Estamos inseridos nessa vida corrida de máquina e se pararmos... perderemos tudo. Se eu não entregar meus trabalhos da faculdade: adeus diplomas. Se eu não trabalhar: adeus salário, adeus alimentação, adeus vida. Mas o que defendo aqui é a "calma".
Pare por um tempo, respire. Não faça das obrigações a sua essência de viver. Digo isso porque eu mesma sempre acabo dando prioridade às obrigações. Passei a minha inteira agindo como máquina já que usei os estudos como refúgio, como uma forma de melhorar a minha vida. Porém, com o tempo eu descobri que é preciso equilibrar as coisas, porque senão todo o esforço será em vão.
Dá uma desligada na sua rotina. Sente, observe o sol, respira. Não faz mal se descansar por algumas horas ou dias (quem sabe).


Dormir é algo fundamental!! Mastigar com calma também. 
Eu não estava conseguindo dormir o suficiente, comia muito mal (coisas mais fáceis como só uma omelete ou um pedaço de frango) e o resultado era: uma zumbi de estômago dolorido.
Estava sentindo uma coisa ruim, um vazio, uma melancolia toda vez que chegava em casa e não sabia o porquê. Até que eu descobri que era por conta da rotina, a qual me sufocava em todos os sentidos (sim, provocava até falta de ar hahaha). Assim, eu decidi que precisava fazer algo em relação a isso. Então eu resolvi ter calma e deixar de ser tão apressada/desesperada. Não é fácil mudar um hábito tão cristalizado. Mas é a rotina ou a minha vida. É claro que escolho a segunda opção.
Repito: Para, respira.
Preste atenção no que sente e no que quer de verdade! É hora de decidir o que realmente vale a pena fazer.

Oasis diz bem o que é viver nesses tempos de correria:



Nenhum comentário:

Postar um comentário